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NOLASTER . MADRID
Novas Expressões

Madrid é o centro geográfico da Peninsula Ibérica, e talvez seja hoje o seu centro criativo. Uma possivel explicação é a internacionalização e reconhecimento cultural do pais, mas não restam dúvidas que a capacidade de trabalho das novas gerações é o factor mais determinante para que a produção de arquitectura, cinema, moda, design ou qualquer outra arte esteja em ebulição, como podemos comprovar pelo trabalho dos NOLASTER -Carmina Casajuana, Beatriz G Casares, Marcos González, Pablo Oriol, Fernando Rodríguez, Arturo Romero. Um bom exemplo da nova movida criativa de Madrid.
www.nolaster.com

NOLASTER.jpg
casa OS

A producção arquitectónica em Espanha está numa fase bastante criativa. Quais são os factores que acham que levaram a esta mudança nos últimos anos?
Acreditamos que o nível da arquitectura espanhola sempre foi elevado, com profissionais de grande reconhecimento internacional e obras que sempre despertaram interesse em arquitectos de outros paises. Não obstante, o momento actual pode ser explicado a partir do ponto de vista económico. O motor da Economia espanhola nos últimos anos têm sido a construção, com muito mais volume em comparação com o resto da Europa. Achamos que um possivel factor será a sobre-produção de arquitectura que gerou, obrigatoriamente algumas oportunidades para poder levar a cabo bons projectos, especiais e de grande qualidade.

Como enquadram o vosso trabalho dentro deste contexto?
Dentro da produção arquitectónica espanhola, somos uma milionésima parte, dentro da produção "criativa", uma milésima parte que procura o seu sitio dentro da centésima parte que consegue construir estes projectos.

A nova geração espanhola têm uma vasta experiência no estrangeiro, com todas as diferenças culturais que existem. Que ensinamentos trouxeram do exterior e como os converteram ao vosso contexto?
A nível projectual, a aprendizagem e experiência que tivemos no estrangeiro não parece estar relacionada com uma trasladação directa de modos ou processos de trabalho ao nosso âmbito local. Quando tens contacto com outros paises, te dás conta que os problemas e desafios dos arquitectos são os mesmos e cada vez mais se mostram de um modo mais uniforme. Esta itinerância pode entender-se como uma parte mais do nosso processo de formação, independentemente da localização onde ele se desenvolveu.

Como descrevem o vosso processo de trabalho?
O nosso processo de trabalho é bastante heterógeneo e raramente repetimos esquemas. Cada ocasião traz os seus factores próprios, e prestamos atenção a particularidades de processo que nos ajudam a conseguir resultados. Gostamos de
ter presente o destino do trabalho desde o inicio e saber quanto tempo nos vai ocupar, para assim medir as forças e os meios para obter o resultado desejado, que por vezes é dificil de valorar. deste modo, destinamos o máximo esforço aos aspectos com que nos sentimos mais satisfeitos e que nos pareçam mais interessantes. O número de pessoas, a composição das equipes e os meios necessários destinados a cada trabalho mudam dependnedo do projecto e responde a este principio de compensação.


publicado às 11.50 em 21.09.2007

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